Futebol Saudade

Desde que, há mais de 100 anos, se fez o primeiro campeonato de futebol em Portugal, que a "passerelle", que é a vida desportiva, viu desfilar milhares de clubes.
Uns ainda hoje existem, pujantes e vigorosos até, outros, embora perdendo protagonismo, ainda resistem. Mas muitos ficaram pelo caminho.
Passaram ao futsal, deixaram o desporto, ou fecharam mesmo as portas. É dos que partiram (e não só), que aqui vamos tentar deixar a memória.




terça-feira, 12 de junho de 2012

O campo da Cuf - em Gaia


O Grupo Desportivo da Cuf, no boom da sua expansão industrial, também dispôs de instalações no Porto.
Em 1937 surge no campeonato promocionário que a associação de futebol do distrito promove, um Grupo Desportivo da Cuf.
Como sede dá o nº 138 de Alexandre Braga, ao Bolhão, embora tivesse instalações industriais em Gaia.
E é aqui que disporá de um campo de jogos, que por muitos anos serviu ao futebol, e onde agora se construiu um hotel. Ficava na rua Visconde das Devesas, e era então conhecido pelo “campo da Rasa”

Como atrás dizemos a colectividade inscreve-se em 37/38 no futebol da promoção, e logo vence este campeonato. Mas no ano seguinte ainda lá volta a competir.
Surge depois a Direcção Geral dos Desportos, criação do Estado Novo, para também aqui exercer a tutela castradora sobre o desporto, que originava muitos ajuntamentos, o que não agradava nada aos cinzentos da União Nacional.
Numa medida sui-generis, vá de impor a regra de as equipas com nomes de empresa terem de estar na Alegria no Trabalho (FNAT), ou mudarem de nome. Eles mudaram. Passaram a ser Os Unidos Futebol Clube do Porto. A sede continuava em Alexandre Braga, No 138.
Mas agora o patamar desportivo era outro. Competem toda a época de 40, nas divisões distritais. Nunca saem da terceira divisão. Em 45/46 recuperam o nome original de Cuf.
Mas o futebol acaba, e as outras modalidades como o basquetebol, também pouco mais duram.

Contudo o campo continuou a ter grande serventia. Funcionava agora como “Centro de Formação” para os alunos da escola industrial, saída das cheias de alunos nas acanhadas instalações da Ribeira de Gaia, e recém instalada na urbanizada quinta do seminário.
Por 25 tostões à hora, num fornecimento da tasca encostada ao portão de entrada, sempre franqueado como convinha ao negócio, faziam-se renhidos jogos entre os candidatos a  “Checularek’s” - Eusébio ainda era uma miragem, e o Travassos estava velho -  até à folga seguinte.
Ao sábado, o campo servia aos populares, que fardados de Porto, Sporting ou Benfica, faziam animados jogos, seguidos por uma assistência ávida, que se sentava na pequena bancada do campo, que ficava encostada aos quintais das casas da rua Artur Rangel.
O “complexo desportivo” era muito avançado para a época: à entrada, ao lado esquerdo, e num nível inferior, lá estava o campo de basquetebol, pouco requestado, pelos escolares, porque a “arte” requeria saberes que a maioria não tinha.
Era assim o campo da Cuf, construído entre duas ruas que ainda lá estão, e cujo hotel foi construído mesmo em cima do campo, assumindo até a sua orientação de baliza a baliza.




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2 comentários:

David J. Pereira disse...

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