Futebol Saudade

Desde que, há mais de 100 anos, se fez o primeiro campeonato de futebol em Portugal, que a "passerelle", que é a vida desportiva, viu desfilar milhares de clubes.
Uns ainda hoje existem, pujantes e vigorosos até, outros, embora perdendo protagonismo, ainda resistem. Mas muitos ficaram pelo caminho.
Passaram ao futsal, deixaram o desporto, ou fecharam mesmo as portas. É dos que partiram (e não só), que aqui vamos tentar deixar a memória.




quinta-feira, 31 de julho de 2008

Bonfim Futebol Clube

Este Bonfim era da cidade de Setúbal, onde foi criado (freguesia de S. Julião), em 1909. Foi um activo participante no futebol nacional (2ª divisão) em 1938 e 1939. O campo dos Arcos era o seu recinto de jogo, tendo no vermelho e no preto as suas cores identificativas. Em 1944 desaparece do panorama desportivo.

Boa Esperança Atlético Clube Portimonense

Ainda hoje é uma das activas colectividades de Portimão, embora já tenha deixado há muito o futebol, onde participou (1945, 46 e 47), na 2ª divisão nacional. A sua origem remonta a 1929. Disputava os seus jogos no campo do Boa Esperança.

Atlético Clube Flaviense


Foi Santa Maria Maior o berço desta antiga colectividade de Chaves, que em 1949 se junta ao Flávia Sport Clube (1919), dando origem ao actual Grupo Desportivo de Chaves. Foi um dos primeiros (1947/48) participantes do campeonato nacional da 3ª divisão, utilizando então o municipal de Chaves. Em 1931 era um dos clubes filiados na AF Vila Real.

Atlético Clube de Travanca

Clube surgido nas competições da AF Viseu nos anos 40 (fundado em 1942), chega a participar no futebol nacional da 2ª divisão. Localizada na freguesia de Bodiosa, utilizava o seu estádio do Ribeiro como sala de visitas. Azul e amarelo eram as suas cores de eleição, que só deixaram de ser vistas no final da época de 2006/07.

Atlético Clube Egitaniense

Situada na cidade da Guarda, surge (1935) esta colectividade após o desaparecimento do Sporting da Guarda-Gare, e congrega os adeptos locais. Posteriormente (1946), e por fusão com o Sport Lisboa e Guarda, dá origem à União Desportiva da Guarda. As suas cores de eleição eram o preto e branco. Inicialmente os seus jogos eram realizados fora da cidade, que até 1940 não dispôs de qualquer recinto de jogo.

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Ateneu Desportivo de Reguengos

É estranha a vida desta colectividade, que presumivelmente não existiu. A sua citação resultará de um erro de identificação, a fazer fé nos relatos de jornais da época (Sul Desportivo, de 1946, publicado em Beja).
Nesta altura, promove-se a tentativa de fusão entre o Lusitânia Sporting Clube, que tinha sido campeão distrital em 1936/37 e 1937/38, e o Atlético Sport Clube, fundado em 1929. O nome do clube a criar seria União Sport Clube. Mas no imediato, e para haver participação no campeonato nacional da segunda divisão (1946/47), adopta-se, por razões legais, o nome do Atlético Sport Clube, que nos seus estatutos proibia o futebol e o boxe no clube. Haverá uma segunda participação no futebol nacional na época seguinte (3ª divisão), e do Ateneu nunca mais se ouve falar. Entretanto, o Atlético Sport Clube filia-se em 1966, e até hoje nunca deixou de estar no futebol oficial.

Alcobaça Futebol Clube

Quando em 1929 se tenta criar uma associação de futebol em Leiria (distrito), uma das equipas que se perfilou para integrar esta nova associação designava-se de Atlético Clube de Alcobaça. Mas quem alguns anos depois aparece nas provas do distrito é o Alcobaça Futebol Clube. Em 1946 a câmara municipal desenvolve diligências para criar um clube representativo mais forte, tentando a fusão deste Alcobaça FC com o outro clube da vila, o Desportivo Comércio e Indústria. São os clubes que terão estado na origem do Ginásio Clube de Alcobaça.

Águia Sport Clube Vilafranquense


Esta colectividade surge em 1924, em Vila Franca de Xira. Participou em provas nacionais, jogando então no campo do Hospital Civil. Em 1957, numa tentativa de criar uma equipa mais forte, que representasse condignamente o concelho, junta-se ao Grupo de Futebol Operário Vilafranquense, Ginásio Vilafranquense, e Hóquei Clube de Vila Franca, e formam a União Desportiva Vilafranquense.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Centro Republicano Arronchense

Vem de 1902 esta colectividade de Arronches, onde na sua freguesia de Assunção se aloja. A componente desportiva é de mais recente extracção, e hoje encontra-se inactiva. Mas o clube chegou ao futebol nacional no início dos anos 90. Por 3 vezes disputou o nacional da 3ª divisão. Tem, obviamente, por cores institucionais o vermelho e o verde.

Grupo Sport Familiar Souselense

Concelho e freguesia de Sousel (Portalegre) era o berço desta colectividade, que em 1977 esteve no futebol nacional da 3ª divisão. Hoje está extinto, e são escassas as memórias.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

A Associação de Futebol de Vila Real - o princípio

O jornal O Correio do Norte de Vila Real informava na sua edição de 15 de Fevereiro de 1925:

“Associação Transmontana de Futebol

Acaba de ser fundada, por iniciativa do Sport Clube de Vila Real, esta associação, que este ano vai promover o campeonato regional de futebol, estando já alguns clubes da província inscritos, para a disputa do título de campeão.
O primeiro encontro realiza-se nesta vila, no campo de jogos do Sport Clube, entre o Futebol Clube de Chaves e o Sport Clube de Vila Real.”


Para a história fica aqui o calendário e os resultados:

8 de Março de 1925
FC Chaves – SC Vila Real, 0-7

15 de Março
GD Salvação Pública Vila Real – SC Vila Real, 1-3

22 de Março
Mirandela FC – SC Vila Real 1-4

Campeão:
Sport Clube Vila Real

Trás-os-Montes e o futebol

O 1º Campeonato Transmontano de Futebol

O Correio de Mirandela, na sua edição de 9 de Janeiro de 1921, anunciava a tentativa de criação desta competição. À altura já havia um considerável número de clubes, um pouco por todo o distrito.
O Grupo Desportivo Valpacense, em Valpaços, o Flávia Sport Clube, em Chaves, Bragança com o União Futebol Clube Bragançano e o Futebol Clube de Izeda; Mirandela Futebol Clube e o Futebol Clube Mirandelense (Artístico) representavam esta encantadora vila. Mas havia ainda o Grupo de Futebol de Torre de D. Chama, e o Sport Clube de Vila Real.
Com tão grande manancial, pese a singeleza destas colectividades modestas, jogando em campos improvisados e eventualmente com limitações legais (os célebres estatutos), sobrava o entusiasmo.

Abalançou-se então à organização do campeonato, o Slávia FC. Reuniões em Mirandela, com os delegados deste clube, do Bragançano e do Slávia, determinam o regulamento e o calendário do campeonato.
Em 20 de Março de 1921 deu-se o primeiro jogo, em Chaves, jogando o Mirandela FC com o Slávia FC. Ganhou o Mirandela por 2 a 0, mas foi-lhe difícil sair dali. A fazer fé no relato do jogo, naquele jornal, os irados adeptos do Slávia atacaram os jogadores mirandelenses à pedrada e gritos de morra!
No dia seguinte, o jogo, no mesmo campo, seria entre o Mirandela e o Bragançano. Mas estes apresentam-se com 3 jogadores do Slávia, que tinham jogado no dia anterior, e o Mirandela recusou jogar. Protesto para cá, argumento para lá, decidem pedir orientação à AF de Lisboa, que endereça o caso à União de Futebol. A resposta desta, que invoca o facto de ser a única entidade nacional para dirigir o futebol no país, argumenta que, se o regulamento não contemplar esta possibilidade, o bom senso mandaria que os jogadores, numa mesma prova, não pudessem jogar em equipas diferentes. Assim. o Mirandela Futebol Clube foi o primeiro campeão de Trás-os-Montes. Mais futebol oficial só surgiria em 1925.

Futebol no Algarve

Em 6 de Fevereiro de 1916 jogava-se o primeiro futebol oficial na Região. A recentemente criada (1914) União de Futebol de Faro organizava no campo de S. Francisco os primeiros jogos do Campeonato da Cidade.
Em primeiras defrontavam-se o Sporting Clube Farense e a Associação Académica de Faro. Já em segundas categorias o jogo era entre o Boavista Futebol Clube e a Escola Normal.
Foi o primeiro e último campeonato desta Associação

(no jornal o Sport de Lisboa de 12 de Fevereiro de 1916)

Futebol em Alcobaça

Em 23 de Maio de 1946, o jornal Sul Desportivo de Beja, órgão do União Sport Clube, noticia:

“ Por proposta do presidente da câmara municipal de Alcobaça, está a ser feita a fusão dos dois clubes da vila, o Alcobaça Futebol Clube, e o Desportivo Comércio e Indústria. Vai ser pedido ao governo a construção de um estádio e de um ginásio.”
O Ginásio Clube de Alcobaça data de 1946, pelo que é fácil deduzir-se que as suas origens estarão aqui.

sábado, 5 de julho de 2008

de 1938 a 1948


Em 1938/39 reformulam-se outra vez as competições nacionais. Acaba o Campeonato de Portugal, e são criados os campeonatos nacionais da 1ª e 2ª divisões, e a Taça de Portugal. Continuam a ser os distritais a definir quem participa.
Na primeira divisão participam 10 equipas, sendo 4 de Lisboa, 3 do Porto, 2 de Setúbal, e 1 de Coimbra.
A segunda divisão, estruturada por províncias, em dois grupos (Minho, Alto Douro, Douro Litoral, Beira Alta, Beira Baixa, Beira Litoral, constituíam o 1º grupo, com 6 equipas por província, com excepção do Alto Douro) e Estremadura, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve no 2º grupo. O objectivo desta ordenação era diminuir as distâncias entre clubes, minorando as despesas. Cada campeonato provincial tinha qualificação por pontos, e cada campeão de série ficava apurado para a eliminatória de qualificação por grupo. No 1º grupo 2 equipas ficavam isentas por sorteio, e as restantes apuravam em eliminatória as integrantes dos oitavos de final do Campeonato.
No 2º grupo ficavam isentas 3 equipas, definindo-se por eliminatória quem ficava apurado para os oitavos de final.
Em eliminatórias sucessivas, em dois jogos, apurava-se o campeão.
A Taça de Portugal integrava os clubes da 1ª divisão, a que se juntavam os primeiros 6 da 2ª. Até 1947/48 foi este o figurino competitivo. Nesta época criou-se uma nova divisão nacional, a 3ª, e com fase preliminar nos distritais, que viram assim reduzida a sua importância. Os principais clubes portugueses nunca mais participaram nestas competições regionais.
Escrutinar aqueles que entretanto ficaram pelo caminho, quer porque tenham deixado este jogo, mas mantendo a existência, quer porque se tenham junto a outros e fundado novos clubes, quer ainda porque simplesmente deixaram de existir, é o que nos propomos citar.

Os 59 clubes detectados:


ÁGUIA SPORT CLUBE VILAFRANQUENSE
ALCOBAÇA FUTEBOL CLUBE
ATENEU DESPORTIVO REGUENGOS (?)
ATLÉTICO CLUBE EGITANIENSE
ATLÉTICO CLUBE FLAVIENSE
ATLÉTICO CLUBE TRAVANCA
BOA ESPERANÇA ATLÉTICO CLUBE PORTIMONENSE
BONFIM FUTEBOL CLUBE
CLUBE DESPORTIVO ARROIOS
CLUBE DESPORTIVO FARO
CLUBE DESPORTIVO NACIONAL
CLUBE FUTEBOL ALBICASTRENSE
CLUBE FUTEBOL ELVENSES
CLUBE FUTEBOL GOUVEENSES
CLUBE FUTEBOL OS BODIOSENSES
CLUBE FUTEBOL OS COVILHANENSES
CLUBE FUTEBOL OS MINEIROS
CLUBE FUTEBOL OS PINHELENSES
CLUBE FUTEBOL SANTA CLARA
CLUBE FUTEBOL CALHABÉ
FLÁVIA SPORT CLUBE
FUTEBOL CLUBE GAIA
GINÁSIO CLUBE SUL
GLÓRIA FUTEBOL CLUBE
GRÉMIO PROSPERIDADE CANDAL
GRUPO DESPORTIVO CASA POVO ROSSIO AO SUL TEJO
GRUPO DESPORTIVO COVILHANENSE
GRUPO DESPORTIVO CUF (LISBOA)
GRUPO DESPORTIVO MACEIRA LIZ
GRUPO DESPORTIVO OPERÁRIO
GRUPO DESPORTIVO OS FÓSFOROS
GRUPO FUTEBOL OPERÁRIO VILAFRANQUENSE
GRUPO UNIÃO FUTEBOL (VISEU)
INDÚSTRIA FUTEBOL CLUBE CEBOLENSE
LANIFÍCIOS FUTEBOL CLUBE
LUSITÂNIA DESPORTO CLUBE
ONZE UNIDOS FUTEBOL CLUBE
OPERÁRIO FUTEBOL CLUBE (VILA REAL)
SOCIEDADE LUSO UNIÃO SERPENSE
SOCIEDADE UNIÃO DESPORTIVA (SUD)
SPORT CLUBE CONIMBRICENSE
SPORT CLUBE JUVENTUDE (CALDAS)
SPORT IMPÉRIO MARINHENSE
SPORT LISBOA COVILHÃ
SPORT LISBOA ELVAS
SPORT LISBOA ÉVORA
SPORT LISBOA FARO
SPORTING CLUBE ARCOENSE
SPORTING CLUBE CASTELO BRANCO
SPORTING CLUBE LIMARENSE
SPORTING CLUBE PÓVOA
SPORTING CLUBE RIBEIRENSE
SPORTING CLUBE TOMAR
UNIÃO ARGENTINO FUTEBOL CLUBE
UNIÃO DESPORTIVA ROSSIENSE
UNIÃO FUTEBOL SESIMBRA
UNIÃO PIEDADE FUTEBOL CLUBE
UNIDOS CLUBE LISBOA
UNIDOS FUTEBOL CLUBE (BARREIRO)

terça-feira, 1 de julho de 2008

União Foot-Ball do Entroncamento


(com a idónea e abalizada informação e documentação cedida por Ricardo Barral)
Foi a 31 de Dezembro de 1928 que surgiu esta colectividade. Fez do preto e do branco as suas cores afectivas, realizando muitos dos seus jogos no campo do Bonito, bairro ferroviário da então freguesia "independente". A colectividade ainda hoje tem actividade desportiva, embora dela não conste o futebol.






Triunfo Sport Clube

Este Triunfo era de Barcelos, embora pelos anos 20 e 30 se encontrem muitos outros, um pouco por todo o país. Provavelmente terá sido fundado em 1922, de acordo com a frequência que aparece em notícias da época. Em 1925, alguns jornais aventam a hipótese da sua fusão com o União Barcelense, clube de 1914 (não confundir com o União Futebol Clube Barcelinense, de Barcelinhos e criado em 1929). Provavelmente o recinto de jogo ficava junto à estação do caminho de ferro, onde se localizava o Operário de Barcelos, e muito se citava então o campo da Estação como palco de muitos jogos.

União Sporting Clube (Beja)

Foi um dos pioneiros e mais interventivos clubes do distrito. Em 1947, juntamente com o Luso Sporting Clube, e o Pax Júlia Atlético Clube, dão origem ao actual Clube Desportivo de Beja. Não dispunha de campo, e nas últimas participações no nacional da 2ª divisão utilizou o campo do Luso, o Marquesa de Avillez, tendo inicialmente jogado no improvisado campo da Quinta Pequena.

Torres Novas Futebol Clube

Esta colectividade, de certa forma, é a que antecede o actual Grupo Desportivo, embora entre o desaparecimento de uma e o surgimento da outra tenham mediado alguns anos.
Este Torres Novas FC foi criado em 1925, e tinha por cores identificadoras o vermelho e o preto. Em 1939 suspende a sua actividade. Tendo por base alguns jornais da época, terá sido a perda do recinto de jogo, o Almonda Parque, que apressou o fim do clube.

O Campeonato Nacional da 2ª Divisão, em 1944/45

A partir de 1934/35, a FPF decide fazer uma prova complementar à então existente a nível nacional.
Aliás cria duas: Os Campeonatos das Ligas (I e II), mantendo o Campeonato de Portugal. Todas as competições têm por base os campeonatos distritais. Em 1938/39, reformula novamente as competições, criando os campeonatos nacionais das 1ª e 2ª divisões, mais uma vez reportando aos distritais. Mas se a 1ª divisão tinha um nº reduzido de clubes, já a 2ª divisão atingia largas dezenas de participantes, em mini campeonatos provinciais, com apuramentos posteriores por eliminatórias, até deixar 2 clubes para decidir o campeão. É uma fórmula confusa, desequilibrada, e pouco clara. Em 1944/45 processou-se assim:

4 grupos, designados por A, B, C e D. Os campeões de A e B decidem um finalista, que, jogando com o apurado de C e D, determina o campeão nacional da segunda divisão.

Grupo A – Minho e Alto Douro, com duas séries.

Série 1 – 4 clubes de Braga, 1 de Vila Real
Série 2 – 2 de Braga e 3 do Porto

Douro Litoral com 2 séries

Série 3 – 2 de Braga 3 do Porto
Série 4 – 2 de Aveiro, 4 do Porto

Grupo B – Beira Alta, Beira Litoral e Ribatejo

Série 5 – 2 de Viseu, 2 de Aveiro, 1 de Coimbra
Série 6 – 2 de Viseu, 2 de Aveiro, 1 de Coimbra
Série 7 – 1 de Leiria, 1 de Aveiro, 3 de Coimbra
Série 8 – 3 de Santarém, 2 de Lisboa

Grupo C – Estremadura

Série 9 – 3 de Leiria, 2 de Lisboa
Série 10 – 3 de Santarém, 2 de Lisboa
Série 11 – 4 de Setúbal, 2 de Lisboa
Série 12 – com duas sub séries:
Sub-série A – 5 de Setúbal, 1 de Lisboa
Sub-série B – 4 de Setúbal, 2 de Lisboa

Grupo D – Beira Baixa, Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve

Série 13 – 5 de Castelo Branco
Série 14 – 3 de Évora, 3 de Portalegre
Série 15 – 4 de Beja
Série 16 – 5 de Faro